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Castelo de Leiria

O Castelo de Leiria conta com uma extraordinária e estratégica localização, num lugar habitado em tempos pelos romanos, onde o primeiro Rei de Portugal, Afonso Henriques, edificou em 1135 este castelo para defender a fronteira sul do seu reino, já que Santarém e Lisboa estavam ainda sob o domínio árabe. Após a reconquista destas cidades em 1147, o castelo perdeu importância militar e caiu em ruína, até ao século XIV, o rei Dinis, reconstruiu o castelo para lá residir com a sua mulher, a rainha santa Isabel. Na actualidade o castelo mantém-se como um símbolo monumental da historia da cidade.

Sé Catedral

A necessidade de um edifício destinado a Sé surgiu em 1545 quando D. João III apoiou a criação do Bispado de Leiria, dando a sua jurisdição ao reformador do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, Frei Brás de Barros, primeiro bispo da Diocese. Em 1546, teve início a construção, segundo um projecto do arquitecto Afonso Álvares, que optou pelo estilo maneirista para o exterior, conservando um interior harmonioso com três naves da mesma altura, de inspiração renascentista tardia. A igreja foi sagrada apenas em 1574. Algumas alterações foram efectuadas nos séculos seguintes graças à acção episcopal, salientando-se a que sucedeu ao terramoto de 1755 e que acentuou a sobriedade da fachada.

Praça Rodrigues Lobo

No coração Leiria, a Praça Rodrigues Lobo assume-se actualmente como a sala de visitas da cidade, espaço de lazer e convívio nas muitas esplanadas ali existentes. A calçada à portuguesa, a realização de iniciativas culturais e de lazer, e a vista para o castelo de Leiria são alguns dos atractivos do espaço. Na época medieval foi esta a Praça de São Martinho, onde se localizava a Igreja de S. Martinho, já existente em 1211. Defronte desta, situaram-se no início do século XV a Casa da Câmara, a Cadeia, o Pelourinho e o Paço dos Tabeliães.
O actual edifício do Ateneu de Leiria, foi o antigo palácio setecentista da família Oriol Pena, cujo brasão ainda ostenta na fachada voltada para a Rua Vasco da Gama. Nele funcionou no século XIX, a Assembleia Leiriense de que Eça de Queirós era sócio e onde ia ler os jornais. No seu romance “O Crime do Padre Amaro”, a praça era o local de encontro dos notáveis da cidade.

Santuário de Nossa Senhora da Encarnação

O Santuário de Nossa Senhora da Encarnação encontra-se sobre o Monte de São Gabriel, na zona Este da cidade de Leiria, Portugal. Trata-se de uma igreja de peregrinação que foi edificada no século XVI sobre a antiga Ermida de São Gabriel. A grande escadaria que a precede foi construída no século XVIII por ordem do Bispo D. Frei Miguel de Bolhões, cujo brasão encontramos num dos lanços.
Junto à entrada destaca-se uma galeria marcada por sete arcos, sendo o central mais elevado e sobreposto por um frontão trabalhado onde se encontra uma estátua do arcanjo São Gabriel. No seu interior conta com um altar maior onde se exibe uma imagem de Nossa Senhora da Encarnação, padroeira da cidade.

Santuário dos Milagres

O Santuário dos Milagres viu iniciada a sua construção em 1732, em honra a um de um milagre de Jesus que terá acontecido no lugar. Em tempos foi um dos principais locais de romaria do País, suplantado posteriormente pelo bem mais mediático Santuário de Fátima. A sua construção é marcadamente Barroca, sendo o mármore o material mais utilizado, decorado com telas, painéis de azulejos e uma rica estatuária, com destaque para o Relógio da Igreja, talvez a maior peça patrimonial do Santuário.

Casa dos Pintores

A Casa dos Pintores, assim designada devido à grande quantidade de artistas que retrataram a sua fachada, é uma peça de arquitectura histórica relevante no conjunto edificado do centro histórico de Leiria, apresentando uma tipologia singular na malha urbana medieval, na qual ressalta a varanda com uma balaustrada em madeira, com dois sobrados, num topo de um quarteirão de reduzidas dimensões.
A recuperação deste edifício municipal pretendeu atribuir-lhe uma função que se coadunasse, por um lado, com a valência histórica do local, e por outro, que impulsionasse a dinâmica turística, ajudando à criação de uma rede de núcleos museológicos e culturais, que dignificassem a qualidade cultural e turística da zona histórica da cidade.

Centro Histórico

O desafio é deambular pelo casco velho de Leiria, que tem vindo nos últimos anos a rejuvenescer, seja com uma nova dinâmica comercial, seja com propostas culturais, como festivais ou rotas literárias. Por ruas e ruelas, o visitante pode tentar reconstruir os passos do padre Amaro e Amélia, figuras centrais do famoso romance de Eça de Queirós, ou deixar-se levar ao acaso por um espaço rico em elementos arquitectónicos.
Da Praça Rodrigues Lobo ao castelo são múltiplos os itinerários possíveis. O Largo Cândido dos Reis (antigo Terreiro), a Fonte do Freire, ou a inevitável Rua Barão de Viamonte (Rua Direita), a Rua de D. Afonso De Albuquerque e o Largo Paio Guterres (‘Gato Preto’) são apenas algumas sugestões de locais de interesse.

Lagoa da Ervedeira

A lagoa da Ervedeira situa-se na freguesia de Coimbrão, no extremo norte do Concelho de Leiria. É uma lagoa de água doce rodeada de pinheiros bravos e mansos, eucaliptos, rosmaninho, alecrim e samouco, entre outras espécies como os caniços que proporcionam abrigo à grande diversidade de peixes, anfíbios, répteis, mamíferos e aves que povoam o local. Perdeu-se a tradição da pesca com cestos, narsas e enchalavadas, utilizados antigamente pelos habitantes da Ervedeira, mas continua a praticar-se pesca desportiva e outras atividades como a canoagem.

Monte Real

Conhecida pelas suas termas, Monte Real assume-se como uma vila de charme, que combina natureza e património. O roteiro de visita inclui passagem obrigatória pelas ruínas dos paços reais, atribuídos à Rainha Santa Isabel, de onde se pode desfrutar uma vista magnífica do vale do Lis. Na parte antiga da vila encontra-se um pelourinho datado de 1573, junto à Casa da Câmara, incendiada durante as invasões francesas, e que chegou a servir também de cadeia.
Outro ponto de interesse da vila é a pequena nascente conhecida pela Fonte da Rainha Santa, onde a Rainha Santa terá ido beber várias vezes, e que a tradição diz ser milagrosa.

Praia do Pedrogão

Uma ‘ilha’ entre o mar verde do pinhal de Leiria e o Oceano Atlântico, a praia do Pedrógão oferece um extenso areal, os benefícios do iodo, a Arte Xávega e sossego aos visitantes. A Estrada Atlântica e a sua extensa ciclovia e a proximidade à Lagoa da Ervedeira são dois atractivos adicionais de uma estância balnear com qualidade certificada com três galardões: bandeira Azul, bandeira de praia Acessível e bandeira “Qualidade de Ouro”.

Museu de Leiria

O Museu de Leiria, distinguido com o prémio de Melhor Trabalho sobre Museografia na cerimónia de atribuição dos Prémios Nacionais de Museologia 2016, uma menção honrosa no prémio de Melhor Museu e outra menção honrosa no domínio da Acessibilidade Física entregue pela associação Acesso Cultura, é uma janela aberta sobre a memória de um território longamente habitado que, à entrada do século XXI, se revela com um novo olhar sobre uma realidade complexa.

Centro de Diálogo Intercultural

Com um objectivo cultural, ecuménico e turístico, o Centro de Diálogo Intercultural pretende interpretar a presença, ao longo dos séculos, de três importantes religiões em Leiria. O espaço valoriza a coexistência do Cristianismo, Judaísmo e Islamismo, que se tornaram uma marca de desenvolvimento e de multicuralismo da região até hoje, graças ao acolhimento e contributo cultural e económico de várias comunidades migrantes. Recorde-se que a Igreja da Misericórdia foi construída em 1544 sobre a sinagoga da comunidade judaica de Leiria que ali existia antes, constituindo um dos 12 projectos âncora, entre os 25 que integram o projecto das Rotas Sefarad, considerado “vital” para o sucesso da Rede de Judiarias de Portugal.